sábado, 24 de julho de 2010

Poesia da vida


Sonhe com aquilo que você quiser.

Seja o que você quer ser,

porque você possui apenas uma vida

e nela só se tem uma chance

de fazer aquilo que se quer.


Tenha felicidade bastante para fazê-la doce.

Dificuldades para fazê-la forte.

Tristeza para fazê-la humana.

E esperança suficiente para fazê-la feliz.


As pessoas mais felizes

não têm as melhores coisas.

Elas sabem fazer o melhor

das oportunidades que aparecem

em seus caminhos.


A felicidade aparece para aqueles que choram.

Para aqueles que se machucam.

Para aqueles que buscam e tentam sempre.

E para aqueles que reconhecem

a importância das pessoas que passam por suas vidas.


O futuro mais brilhante

é baseado num passado intensamente vivido.

Você só terá sucesso na vida

quando perdoar os erros

e as decepções do passado.


A vida é curta, mas as emoções que podemos deixar

duram uma eternidade.

A vida não é de se brincar

porque um belo dia se morre.


Clarice Lispector

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Romantismo, Educação ou falta de Deus no coração?

Acabou o romantismo

Hoje acordei triste. Uma tristeza profunda e seca, daquelas que tiram as cores do dia por mais belo que ele amanheça como amanheceu hoje no Rio de Janeiro. Uma vontade de ficar quieto e não me mexer, nenhuma vontade de falar ou sorrir.

Compromissos marcados, pendências importantes, nada pude fazer que não me atirar da cama e partir pra luta. E num esforço tremendo para não sucumbir, consegui encerrar o expediente de funções a cumprir, acompanhado o dia inteirinho por essa melancolia azeda no peito.

Agora há pouco, enquanto dirigia de volta pra casa, me peguei pensando que não está legal o mundo em que vivemos. Simples assim. Tenho 28 anos e me assusta pensar que não vivi tanto tempo assim para me sentir tão nostálgico e anacrônico quanto me sinto hoje. Tenho de verdade a impressão que quando era criança, e isso não faz nem duas décadas completas, vivíamos em outro mundo, muito mais leve e alegre. Onde ser feliz era mais viável. Havia mais romantismo no ar.

A cada dia que passa, a cada notícia que leio, a cada nova tragédia cotidiana que nos assalta, tenho a sensação de que estamos caminhando para o fim do romantismo e, por favor, não tenham uma leitura simplista do que defino como romance. Não estou me referindo a relacionamentos amorosos e afins. Mas sim a uma leveza, um savoir-faire, um jeito mais delicado de encarar a vida.

A humanidade endureceu muito nos últimos tempos. Numa reação em cadeia, do macro ao micro, nos tornamos mais isolados e reprimidos, olhamos menos para o outro, gerando uma sociedade cada vez mais dividida e desigual, desunida e assustada. Sinto falta de uma época onde coisas simples eram de fato mais simples, onde pequenas transgressões inofensivas do dia-a-dia não tinham consequências trágicas, de menos paranóia generalizada, de menos violência ao próximo e mais amor.

Estou cansado de ver gente morrendo à toa, de assistir um bando de seres cada vez menos humanos tendo atitudes inconcebíveis e as julgando normais, acreditando de verdade que no final poderão rir da cara de todo mundo. Estou cansado de ver gente assim rindo da cara de todo mundo no final. Estou farto de agressividade gratuita no dia-a-dia como se isso fosse tolerável e normal. Da falta de respeito ao direito e às escolhas de cada um. Estou de saco cheio dessa pretensa comédia que não tem a menor graça.

Precisamos agir. Mais do que nunca as atitudes de cada um em prol do coletivo se tornam fundamentais para mudar o curso esquisito que caminha a humanidade. Só nós mesmos, a cada segundo, em cada atitude, a cada escolha, podemos com serenidade preparar um futuro mais bonito do que os dias estranhos que temos vivido, com mais tolerância, carinho e respeito. Com mais romantismo. Porque do jeito que está não está legal. Hoje eu acordei triste. E vou dormir triste também. Mas não quero deixar de acreditar num amanhã melhor.

(Pedro Neschling)

_________________________________________

Particularmente, não sei a palavra certa é romantismo. Pra mim tem mais a ver com a EDUCAÇÃO. Ela é a base de tudo! Especialmente da gentileza. Mas a questão também não se resume a isso. Na verdade, religiões a parte, a falta de Deus no coração das pessoas têm feito muita diferença.
Antigamente nós tínhamos um contato maior com Deus. Fossem pelas obrigações de uma escola católica, fosse pela "disciplina" Religião ou Estudo Religioso, ou mesmo pela imposição de nossos pais, tios ou avós. A gente tinha mais contato com Deus. Pelo menos se sabia da existência dessa Força Maior, ou dos sacramentos, enfim... Isso nos remetia mais a pensar duas vezes antes de ir contra tudo aquilo que a gente ouvia nesses lugares.
E voltando ao problema da falta de educação, não sei se você chegou a estudar, mas eu ainda tive, no meu horário escolar, E.M.C. (Educação Moral e Cívica) e posteriormente O.S.P.B. (Organização Social e Política Brasileira) que apesar da deturpação que sofreram no regime militar, já perto do fim dessas disciplinas, elas ensinavam aos alunos noções de respeito e convivência em sociedade.
É uma questão muito complexa, essa que o Pedro classificou como "falta de romantismo". Porque passa também pela destruição da família. Antigamente havia uma preocupação muito grande no repasse de valores éticos e morais. Hoje não. Os pais estão cansados ou ocupados demais para ensinar "o que é certo" aos filhos. É mais fácil fingir não enxergar que É PRECISO CORRIGIR ENQUANTO É TEMPO e acabam deixando essa tarefa pra escola, pra rua, enfim, pro tempo, pra vida ensinar.
E o que a gente tem são noticiários terríveis, com casos de irresponsabilidade e intolerância cada vez mais constantes, como a morte estúpida do filho da Cissa Guimarães e tantas, tantas outras barbaridades que deixam um Jornal no mesmo patamar de um programa sensasionalista de violência.
Mas eu acredito, do fundo do coração que nem tudo tá perdido, exatamente porque cabe a cada um de nós fazer a diferença nessa situação assombrosa que a humanidade se encontra. Todo mundo é uma semente, é uma esperança em dias melhores.
Então, não importa como mundo esteja, como a maioria das pessoas aja. O que importa é o que EU faço com o meu dia-a-dia, com as minhas atitudes. Todo mundo joga lixo na rua? Eu não. Todo mundo fala palavrão? Eu não. Ninguém dá preferência a um idoso, uma grávida? Eu dou! Enfim, não é querer ser melhor do que os outros, mas é assumir pra si um comportamento semente daquilo que eu quero que floresça ao meu redor.
E isso tem que ser feito sem perspectiva de retorno, porque sobretudo tem que ser uma convicção particular, um esforço solitário, mas principalmente solidário. Quem sabe nossa atitude vai conquistando mais adeptos e a gente não volta a ter um mundo mais leve, né?
Tomara...

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Shrek: crítica nada a ver

Achei super-absurdo e até injusto os termos usados nessa matéria publicada pelo G1.
Fui hoje assistir o filme com a minha filhota e amei mesmo!
Iclusive, muito do que se diz no site nada tem a ver com o que acontece na história, que pra mim foi a melhor de todas.
Acha que falta mais critério e menos crítica!
Assistam o filme, pq ele vale muito a pena!!!
E quem quiser que diga o contrário...

G1 - 'Shrek para sempre' tira ogro de cena pela porta dos fundos - notícias em Pop & Arte

domingo, 18 de julho de 2010

Relax!

Aliança no anelar esquerdo


O casamento é um compromisso que deve ser levado a sério e realizado apenas quando houver sinceridade e certeza absoluta do amor verdadeiro entre os noivos, porque o dia-a-dia é o fator mais desgastante da união.
Minha tia Rosa, no dia do meu casamento me entregou um bilhete com lindas palavras de encorajamento e felicitações, mas a frase mais marcante pra mim foi esta: "O casamento é a união de dois perdoadores".
De fato. Se não houver compreensão mútua, abdicações para ambos os lados e sobretudo um sentimento forte, o casamento não se mantém...
E quando colocamos uma aliança em nosso anelar esquerdo, estamos sinalizando ao mundo que já fizemos nossa escolha, que já encontramos nossa metade, enfim, que já nos tornamos infinitos!
Por que se você reparar que quando as alianças nos dedos se tocam, elas formam o símbolo do infinito... porque é assim que tem que ser.
Ninguém casa para separar. A promessa (ainda que tantos a quebrem na mais fútil incompatibilidade) é de que a união dure para sempre...
Tanto que existe uma lenda chinesa que conseguiu explicar de uma maneira bonita e muito convincente esse propósito do casamento e sobretudo do significado das alianças no anelar esquerdo dos casados...
É só clicar no vídeo do próximo post.

Lenda Chinesa da Aliança de Casamento

Acreditar é preciso...



Às vezes temos a impressão que Deus nos esqueceu,
ou nos abandonou à própria sorte,
tamanha são as atribulações por que passamos.
Mas é justamente nesses
momentos tortuosos de nossa vida
que Ele se faz mais presente que nunca!

Apenas não interfere porque sabe que temos condições
de superarmos sozinhos nossas dificuldades,
aprendendo com elas aquilo que precisamos.

Como a criança que precisa cair inúmeras vezes
até começar a caminhar com as próprias pernas sozinha
ou como a larva precisa lutar
solitária para sair do seu casulo
até se transformar em linda borboleta.

Ele sabe que vamos conseguir se quisermos,
porque nos dotou da capacidade de raciocinar
e procurar soluções para os problemas;
nos dotou de inteligência para
agir da melhor forma possível.

Ele SEMPRE está aqui, ao nosso lado,
nos incutindo força e ânimo.

“Vinde a mim todos vós
que estais cansados e oprimidos.
E eu vos aliviarei...”

E é nesse momento, que a nossa fé
deve prevalecer à dor, porque
é o único e verdadeiro apoio que temos.

É nossa fé que nos mostrará
as soluções, quando houver,
ou nos suprirá de energias positivas
para superar as dificuldades
que se interpõem em nosso caminho.

Acreditemos sempre em Deus
e em nossa capacidade de vencer!
Tudo podemos Naquele que nos fortalece!
Ele está conosco, Ele está no meio de nós!